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Ouro tem melhor rentabilidade em 2011

Apesar disso, especialista aponta riscos eminentes desta modalidade de investimento

Matéria publicada no portal UOL Economia
16/02/12
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Edição por Andressa Marques

Em 2011, o investimento em ouro deu maior rentabilidade líquida - sem inflação, taxas e Imposto de Renda. Além disso, rendeu mais que dólar, tesouro direto, fundo DI, Bolsa e poupança e, hoje, passa a dar mais segurança ao investidor.

Apesar disso, muitos consultores financeiros discordam, por uma série de motivos. Há o risco da variação dos preços do ouro e do dólar. “Nosso ouro segue o preço do ouro negociado nos Estados Unidos, então o dólar afeta bastante”, afirma o consultor financeiro André Massaro, da MoneyFit, ao portal Uol Economia.

Massaro ainda afirma que ele não gera renda, ao contrário de outros investimentos, como ações que pagam dividendos ou dos títulos públicos. “A única forma de ganhar dinheiro com ouro é tirando proveito da movimentação de preços. O ouro é altamente especulativo, exige um timing adequado para ser operado. Se investidores profissionais já têm muita dificuldade em acertar o timing correto, imagine os amadores...”, diz o consultor.

Outro problema: a cotação. Para o consultor, o preço do ouro não depende só do aumento ou diminuição de sua produção, pois ele é diretamente afetado pela conjuntura econômica mundial. “O preço do ouro depende da instabilidade política dos países produtores, da atuação de investidores e especuladores no mercado internacional, do preço do petróleo, do mercado de câmbio, da inflação, da perspectiva de produção futura, das jazidas em atividade, das crises econômicas mundiais, entre outros fatores”, afirma Navarro.

Você sabia que...

Mesmo conhecendo os riscos, a melhor maneira de investir neste ativo é via corretoras, comprando e vendendo o metal na BM&F, ou no chamado mercado balcão, que são as corretoras e distribuidoras especializadas.

“Via de regra, negociar ouro é fácil, mas no caso da BM&F, se o investidor comprar ouro físico (em barras), na hora da venda ele terá que mostrar certificados de origem e pureza, e isso pode deixar a operação um pouco mais complexa”, diz André Massaro.

Segundo Navarro, as corretoras e distribuidoras de valores criaram diversos produtos a partir dos contratos e barras de 250 gramas, vendendo desde pequenas quantidades (1g a 10g). É possível também fazer o investimento via fundos, que cobram taxa de administração.

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