Por que investir na Embraer?(EMBR3)

Ouvimos para essa edição da newsletter Expo Money a diretora de Mercado de Capitais e Relações com Investidores da Embraer, Anna Cecília Bettencourt. A executiva fala sobre os ramos de negócios da empresa, expansão da comercialização dos produtos, investimentos e perspectivas.

Por Cristiane Moraes

Por que adquirir ações da Embraer?
Porque a Embraer é uma das líderes no mercado de fabricação de aeronaves comerciais entre 15 e 120 lugares. Nós temos hoje encomendas de US$ 15 bilhões, o que se comparado a nossa receita no ano passado, representa um pouco mais de três vezes e meia a nossa receita. Adicionados a isso, fazemos parte do novo mercado da Bovespa e temos altos padrões de governança corporativa. Só temos ações ordinárias, todas com direito a voto. Além disso, somos a maior empresa brasileira que não tem um grupo específico controlador, ou seja, todos os acionistas são controladores da Embraer.

Fale um pouco sobre os ramos de negócios da empresa.
A Embraer está dividida em quatro negócios: Aviação comercial, Aviação executiva, Defesa e Governo e Serviços ao Cliente. A aviação comercialem 2006 representou próximo de 63% das vendas. Nesse segmento nós comercializamos para mais de 60 companhias aéreas no mundo e temos duas famílias de produtos. Uma delas é a aeronave ERJ 145 que vai de 37 a 50 assentos e a família Embraer 170 a Embraer 190, que são de 70 a 120 lugares. A primeira entrega do Embraer 170 aconteceu em 2004 e com isso nós tivemos uma grande penetração no mercado externo e hoje podemos dizer que temos clientes nos cinco continentes do mundo.
Tradicionalmente nós temos o mercado de Defesa e Governo, e um dos produtos é o Super Tucano, um avião de treinamento e ataque leve utilizado pela Força Aérea Brasileira. Também construímos produtos de inteligência e vigilância que são AEW&C´s, utilizados aqui no Brasil, no México e na Grécia. Outro avião fabricado por nós é o AMX, uma aeronave de ataque leve e que temos contrato com a Força Aérea para renovar tecnologicamente a frota do Jato F5.

Como está o segmento de aviação executiva (jatos particulares) da Embraer?
Atualmente nós temos um produto que é o Legacy 600, lançado em 2000 e iniciada comercialização em 2002. Nós lançamos dois jatos menores em 2005, o Phenom 100 e Phenom 300, que estão em processo de desenvolvimento e tem a primeira entrega confirmada para meados de 2008. Em 2006 também apresentamos para o mercado o jato Lineage 1000, baseado em uma plataforma que nós já tínhamos criado no Embraer 190, também com entrega prevista para 2008. Em 2004, esse mercado representava 6% das nossas receitas e hoje representa 14%. Estamos em franca expansão nesse segmento de negócio e temos como meta 20% da nossa receita em quatro, cinco anos.
Além desses três segmentos temos os Serviços ao Cliente, que em 2006 atingiu 14% aproximadamente da receita da Embraer. Nós temos uma frota no mundo e precisamos prestar serviço para todos clientes aqui no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Esse também é um mercado que vêm expandindo a medida que a frota cresce.

E qual é a participação da Embraer nos mercados que atua?
Mesmo a Embraer sendo um novo participante do segmento de aviação executiva, com Legacy temos 13% da participação do mercado global. A expectativa é de crescimento para 15%, já que temos os lançamentos (Phenom) que são jatos pequenos e o lançamento do Lineage. Dentro da aviação comercial nós temos a liderança do segmento de 30 a 120 lugares, e somos o maior fabricante de jatos desse tamanho.

Quais são investimentos da empresa para os próximos anos?
Em Pesquisa & Desenvolvimento nós esperamos investir esse ano US$ 237 milhões e no ano que vem US$ 173 milhões. Em investimento na cadência de produção (velocidade de produção de aeronaves) nós estamos aumentando os Jatos 170 e 190, de 9 por mês vamos passar para 11 por mês em meados desse ano. No ano que vêm vamos passar para 14 por mês.