Por Maurício Bernis
O mundo está mudando – novos valores se apresentam para a sociedade. Quando me perguntam a respeito desta crise e seus desdobramentos, procuro mostrar que a vida é cíclica e que tudo está seguindo um curso natural. Todos os mecanismos de funcionamento do universo obedecem a eventos cíclicos; as equações da física representam matematicamente as leis cíclicas naturais. Da mesma forma, a Astrologia, por meio da observação do movimento dos astros e dos ciclos astronômicos, estabelece correlações com as ocorrências da vida na Terra.
Temos ciclos de milhares de anos, como é o caso da tão falada Era de Aquário. Uma Era compreende um intervalo de tempo de cerca de 2.000 anos, portanto não tem cabimento associarmos este tipo de ciclo com comportamento financeiro e econômico da sociedade. Vejamos: como descrever o comportamento da humanidade na área econômica desde o nascimento de Jesus, quando se iniciou a Era de Peixes? Qualquer que seja a tentativa, será uma simplificação que não nos leva a nenhuma compreensão.
Por outro lado, existe também o ciclo de 4 minutos, que é o tempo em que a Terra gira 1° em seu movimento de rotação. Não cabe também uma avaliação de comportamento neste intervalo de tempo. É certo que para investimentos nas Bolsas, para realização de negócios e assim por diante, este intervalo de tempo, em algumas situações específicas, pode ser relevante e trazer mudanças significativas. Mas isso é tema para outro artigo.
Muito bem, qual então os ciclos que merecem nossa atenção agora? Que expliquem esta crise e que tragam uma antevisão do que vem pela frente? Vamos por partes.
Plutão é um astro que para realizar um ciclo completo pelo Zodíaco, leva cerca de 250 anos. Assim, dependendo da época, pode “ficar” em um signo por até cerca de 20 anos. O estudo do movimento de Plutão pelos signos nos mostra como a humanidade tende a estabelecer seus valores, sejam de natureza material, das relações entre as pessoas ou das estruturas de poder. Mais claramente, quando Plutão está em um signo, vemos que as estruturas de poder estão ligadas ao significado deste signo.
Plutão esteve em Sagitário até o final de 2008, quando ingressou em Capricórnio e se estabeleceu a crise nos mercados financeiros. Este ingresso em Capricórnio trouxe uma crise sim, mas uma crise de desilusão, ou seja, as pessoas começam a ver a realidade mais concreta, mais objetiva, onde os valores verdadeiros se manifestam. Aquele imóvel vale só os U$ 100 mil e não os U$ 300 mil que estava sendo negociado em forma de papéis e empréstimos.
Portanto, para os próximos anos, pelo menos até 2024 – tempo em que Plutão ficará em Capricórnio - viveremos este sentido de realidade concreta. Enxergamos o poder da produção em crescimento. Vemos os valores sendo estabelecidos pelo sentido de utilidade real e mensurável. O tempo da ilusão acabou! As coisas valem o que de fato podem trazer de benefício ou sentido de utilidade para as pessoas.
Parece um tanto óbvio, mas se examinarmos como vinha a sociedade estabelecendo valores, observamos e entendemos o que é esta crise. Havia uma “bolha de ilusão” traduzida em valores nas Bolsas e nas instituições financeiras. As pessoas acreditando que a promessa vale mais que o fato. E isso, felizmente, acabou. Agora é “vale o quanto pesa”, ou seja, vale o quanto pode ser medido o seu resultado e benefício. É um novo paradigma, pois isso implica em novas atitudes com dinheiro, mas não apenas. Uma nova atitude profissional em geral, nas relações de trabalho e até nas relações humanas.
Trata-se mesmo de um choque de realidade! O sonho acabou e acordamos para a vida de fato.
Na prática existe outro ciclo de importância relevante neste assunto. É o ciclo de conjunção de Saturno com Urano. Estes astros estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do capitalismo. Em 1988 aconteceu uma conjunção deles e o desdobramento pode ser visualizado pelo gráfico a seguir:
 Chegamos em outubro de 2008 ao ponto E, que é indicativo do término de uma fase do ciclo inteiro que vai até 2032. Este ponto é um momento em que os astros estão em oposição, ou seja, numa distância relativa de 180° - ponto máximo de tensão e de exposição. Para que fique mais fácil a compreensão, este ângulo é que caracteriza a Lua na Fase Cheia (quando o Sol e a Lua estão a 180° de distância).
Para quem estuda os movimentos dos mercados pode perceber que em 1988 (ou aproximadamente) iniciou-se uma nova maneira de lidar com os investimentos e a “bolha de ilusão” estava começando a crescer. Em 1999 já se sinalizou uma crise, que só não foi maior porque o Plutão ainda não estava em Capricórnio. Agora em 2008, ao se juntar os dois momentos cíclicos não deu outra...
Na prática, quer dizer que até setembro de 2009 ainda estamos na crise e as soluções somente terão efeito mais perene após o final do ano de 2009. Um estudo mais detalhado a este respeito - A Crise e seus desdobramentos para o Brasil em 2009 estão disponíveis em meu site – www.astrobrasil.com.br – resultado de duas Mesas Redondas coordenadas por mim junto a empresários, investidores, analistas e consultores.
Em tempo: O que é Astrologia Empresarial? Trata-se de uma interessante especialização da Astrologia é a chamada Astrologia Empresarial, ou seja, aquela aplicada à análise de negócios e de situações empresariais em geral. Essa modalidade assessora a vida das empresas nos seus variados aspectos, por exemplo, indicando o melhor momento para a abertura de um negócio, analisando sua atuação no mercado com sugestões acerca da hora mais adequada para lançar produtos, criar eventos promocionais, fazer investimentos (sugerindo, inclusive o tipo), realizar mudanças na administração e, até, na contratação de pessoal.
Esta prática, por mais que pareça inusitada, tem sido freqüentemente documentada na imprensa nacional e internacional, há vários anos. E também não se trata de uma novidade, pois, no início do século XX, o banqueiro J.P.Morgan nos legou a seguinte frase: “Milionários não usam Astrologia, só os bilionários”, numa clara alusão de seu sucesso ter sido apoiado pela Astrologia. Segundo N. Sementovsky-Kurilo, em seu livro “El Hombre e su Estrella”, edição de 1989, foi realizado na Alemanha um levantamento que aponta que seis milhões de pessoas se dedicam aos estudos astrológicos como profissionais ou aficcionados. Isto na década de 60!
Ao longo do tempo, inúmeras pesquisas e estudos estatísticos que vem sendo realizados em ambientes acadêmicos têm validado a eficácia da Astrologia enquanto instrumento de identificação e análise de ciclos. Deste modo, a inserção de técnicas astrológicas no ambiente empresarial - que nada têm de crendice ou de superstição - permite a análise destas correlações, cujos parâmetros – vale ressaltar – não estão sujeitos à ação humana. |