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Investment Grade
Especialistas anunciam a sua chegada e cenários positivos para o país. Mas o que é Investment Grade? O que muda para investidor individual?
10/07/07
“Investment Grade” traduzido para o português significa grau de investimento, que nada mais é do que uma recomendação de investimento. Nesse caso, a recomendação é o país e quem recomenda são as agências de risco.
Segundo o analista Fausto Gouveia da Win, home broker da Alpes Corretora, as agências de risco como Fitch, Standard & Poors e a Moodys, por exemplo, (que funcionam como uma referência no mercado de investimentos) colocam uma classificação para cada país, como se fosse uma nota de grau de investimento. Essas notas são faixas atribuídas aos países que de acordo com relações de dívida, PIB, fatores econômicos e macroeconômicos.
Algumas fundações e investidores estrangeiros só investem em países que possuem o grau de investimento. Portanto, se o Brasil atingir essa classificação passa a ser visto por outros países como uma opção de investimento. Para identificar os países com grau de investimento são consultadas as agências de risco, que atribuem os ratings para cada país. O grau de investimento é um patamar importante para o Brasil. De acordo com a classificação ela tem alto risco e grau de investimento.
“Hoje nós estamos a um degrau do Investment Grade”, aponta. De acordo com Gouveia uma agência de classificação já colocou o rating em revisão, por isso ele acredita que pode ser anunciado nesse segundo semestre ou no primeiro do ano que vem o Grau de Investimento para os brasileiros.
Quando conquistar o “grau de investimento” a previsão é que aumente muito o volume na Bolsa de Valores e o dólar se mantenha pressionado para baixo. “Hoje o Brasil é a bola da vez. Abrindo essa possibilidade muitos fundos, que ainda não aplicavam no Brasil por conta dessa barreira poderão investir aqui”, comenta.
Para o especialista o investidor individual só tem a ganhar quando o Brasil atingir o grau de investimento. “O mercado vai ficar mais líquido porque terá um fluxo maior de pessoas operando. O grande benefício para o pequeno investidor é a liquidez, que todos os papéis devem ter. Quanto mais líquido for o mercado o pequeno investidor tem uma garantia maior de entrada e saída na Bolsa”, finaliza.
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